Friday, June 24, 2005

Quando era puto não gostava de poesia

Agora recupero o tempo perdido.

Fado

Não dou paz, nem a tenho.
Os outros vão, e eu venho
Das ilusões...
No meu adeus mais puro transparece
O logro e o tédio do caminho andado
E o sol dos corações
Arrefece
A cada encontro
Desencontrado.



Miguel Torga (1907-1995) in Penas do Purgatório | 1954
(incluído na Antologia Poética preparada pelo próprio Autor, ed. Círculo de Leitores)